Estúdio Farol
O estúdio
Somos catorze pessoas num piso da Baixa de Lisboa. Trabalhamos em duas ou três equipas de cada vez, o que limita quantos projetos aceitamos, mas é a única forma que conhecemos de fazer isto bem.

O estúdio começou com três pessoas que já se conheciam de empresas maiores e que estavam cansadas do mesmo padrão: propostas escritas por quem nunca ia trabalhar no projeto, equipas trocadas a meio, decisões técnicas tomadas por quem não teria de viver com elas. Decidimos montar uma estrutura pequena o suficiente para que isso não fosse possível.
Crescemos devagar e de propósito. Cada pessoa que entra passa meses a trabalhar em pares antes de assumir uma frente sozinha, e nunca aceitamos mais projetos do que aqueles que conseguimos acompanhar com equipas séniores. Já recusámos trabalho bom por não termos quem o fizesse bem naquele momento, e continuaremos a recusar.
Gostamos de problemas com regras: operações, faturação, logística, agendamento, campo. São domínios onde a interface tem de aguentar densidade de informação e onde um erro se paga em tempo de pessoas. É menos vistoso do que outros tipos de produto, mas é onde o software bem feito faz mais diferença.
Do lado técnico, somos deliberadamente conservadores. Preferimos linguagens e bases de dados maduras, arquitetura simples e dependências poucas e bem escolhidas. A novidade entra quando resolve um problema concreto, não porque apareceu numa conferência. Quem herdar o sistema daqui a uns anos há de agradecer.

Equipa
Quem conduz o trabalho
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Inês
Direção de produto
Conduz a descoberta e as entrevistas. É quem faz as perguntas incómodas na primeira reunião e quem garante que o âmbito continua a fazer sentido no terceiro mês.
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Rui
Direção técnica
Responsável pela arquitetura e pelas decisões estruturantes. Defende a simplicidade com uma teimosia que já poupou muitos meses de trabalho a muita gente.
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Marta
Desenho de produto
Trata do design system e das interfaces densas. Desenha tabelas, filtros e formulários com o mesmo cuidado que outros põem nas páginas de entrada.
Valores
Aquilo por que nos medimos
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01
Dizer cedo o que corre mal
Um problema comunicado na segunda-feira é um ajuste de plano; o mesmo problema comunicado no fim do mês é uma crise. Preferimos a conversa desconfortável a tempo.
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02
Escrever o que foi decidido
Decisões que só existem na cabeça de duas pessoas evaporam-se. Registamos o contexto e a razão de cada escolha estruturante, em textos curtos que alguém consegue mesmo ler.
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03
Entregar coisas que se usam
Uma funcionalidade que ninguém usa é custo puro, agora e na manutenção. Preferimos um produto menor e usado a um catálogo de opções que só existe para justificar o orçamento.
O estúdio
Poucas pessoas, muito tempo no mesmo problema
O Estúdio Farol nasceu da vontade de trabalhar de outra maneira: equipas pequenas, séniores, que ficam com o produto tempo suficiente para o perceber a fundo. Não distribuímos o trabalho por camadas de gestão nem passamos o projeto a quem nunca esteve na conversa inicial. Quem lhe apresenta a proposta é quem escreve o código.
Trabalhamos sobretudo com organizações que já têm um negócio a funcionar e precisam de o levar para dentro de um produto digital: gestão de operações, portais de cliente, subscrições, aplicações móveis de campo. São contextos com regras reais, com utilizadores que não podem perder uma tarde por causa de um formulário mal pensado.
Por isso começamos sempre pela descoberta e nunca por uma estimativa. Primeiro percebemos o fluxo de trabalho, os casos difíceis e o que já existe. Só depois falamos de âmbito, de prazos e de dinheiro — com números que se sustentam e que raramente precisam de ser corrigidos a meio.
- +60produtos e módulos entregues
- 14pessoas no estúdio
- 3 sem.até ao primeiro protótipo navegável
- 24 hresposta a incidentes críticos

Tem um produto em mente ou um sistema que já não chega?
Conte-nos o problema em duas ou três frases. Respondemos no mesmo dia útil com uma primeira leitura, uma ideia de âmbito e a indicação honesta de se somos ou não o estúdio certo para isto.